Desenvolveu-se no tal homo sapiens sapiens uma
necessidade imensa em não ser por si mesmo, Eles geram constantes metamorfoses
pontualistas com intuito de encaixarem-se em grupos, grupos estes que
banalmente foram criados por eles próprios. Se uns vestem camisa xadrez, o tolo
egoprimata tende a imita-los, se outros vestem azul (e se lhe for conveniente) lá
estará novamente o ser em questão, abotoando a simbólica camisa azul. E essas
constantes mudanças são justificadas por eles como uma questão de proteção, eles
TEM de estar em um meio, para que não se tornem um alvo fácil perante os outros
grupos de sua espécie. Nesta etapa evolutiva desta decadente maquina humana
oque se vê, em sua maioria, é o uso abusivo deste utensilio evolutivo,
processo este denominado: Mimetismo, Diferentemente da camuflagem (que por
muitas vezes é confundida com o mimetismo) oque ocorre aqui é a presença de
características morfológicas no animal que o assemelham a seres de outra espécie
(forma do corpo, coloração etc...), tendo como finalidade sua proteção,
também podendo ser direcionada a ações agressivas, como a predação. Abordando
especificamente o caso da predação que ele desenvolveu de seu mimetismo,
pode-se fazer uma analogia a velha imagem do lobo disfarçado entre as ovelhas
(Uma vez que ele tornou-se seu próprio predador), o problema maior que ocorre é
que as ovelhas já quase não existem, oque se tem neste denso pasto ao invés de
um rebanho é uma sedenta alcateia escondida sob a lã manchada de sangue. Tudo
funciona de maneira simples, mas eficiente, esses seres ao nascerem já são
expostos a um padrão de desenvolvimento, estradas foram construídas para que
eles possam seguir e viver em “paz”, dentro dos padrões de moral que sua
cultura grossamente dogmática os apresenta já quando “assistem” suas primeiras ondas
de luz (que nada os ilumina), o próximo passo fica por conta da rede de informações
(que muitas vezes é totalmente induzida) chamada Mídia, tendo como principal função a de globalizar esses padrões,
estuprando a naturalidade desses organismos que praticamente não vivem mais
para si. A mídia lança o “padrão do momento” e lá vão eles mimetizar por sobrevivência,
usando de sua moral como um tipo de suplemento que lhes dão uma “superioridade”
contra seus diferentes, principal arma para apontar aos outros e dizer “eu que estou certo aqui, eu sigo da maneira
certa e você não, portanto estás errado”. A quem eles direcionam essas
injurias? Simples, aos que diferentemente deles conseguiram provar do
dionisíaco sabor que tem a liberdade, aqueles que deixam de lado o mimetismo
para viverem donos de seu eu dentro desta guerra por sobrevivência que é a vida,
libertos de correntes que os prendam ou imagens a serem alcançadas, aos que no
meio do caminho adentraram a densa selva desconhecida que beirava aquela mesma
estrada que lhes foi imposta ao nascer. E justamente esses seres, julgados
“errados” são os que dão real significado ao termo VIVER.

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