domingo, 5 de fevereiro de 2012

MIMETISMO SOCIAL


        
        Desenvolveu-se no tal  homo sapiens sapiens uma necessidade imensa em não ser por si mesmo, Eles geram constantes metamorfoses pontualistas com intuito de encaixarem-se em grupos, grupos estes que banalmente foram criados por eles próprios. Se uns vestem camisa xadrez, o tolo egoprimata tende a imita-los, se outros vestem azul (e se lhe for conveniente) lá estará novamente o ser em questão, abotoando a simbólica camisa azul. E essas constantes mudanças são justificadas por eles como uma questão de proteção, eles TEM de estar em um meio, para que não se tornem um alvo fácil perante os outros grupos de sua espécie. Nesta etapa evolutiva desta decadente maquina humana oque se vê, em sua maioria, é o uso abusivo deste utensilio evolutivo, processo este denominado: Mimetismo, Diferentemente da camuflagem (que por muitas vezes é confundida com o mimetismo) oque ocorre aqui é a presença de características morfológicas no animal que o assemelham a seres de outra espécie (forma do corpo, coloração etc...), tendo como finalidade sua  proteção, também podendo ser direcionada a ações agressivas, como a predação. Abordando especificamente o caso da predação que ele desenvolveu de seu mimetismo, pode-se fazer uma analogia a velha imagem do lobo disfarçado entre as ovelhas (Uma vez que ele tornou-se seu próprio predador), o problema maior que ocorre é que as ovelhas já quase não existem, oque se tem neste denso pasto ao invés de um rebanho é uma sedenta alcateia escondida sob a lã manchada de sangue. Tudo funciona de maneira simples, mas eficiente, esses seres ao nascerem já são expostos a um padrão de desenvolvimento, estradas foram construídas para que eles possam seguir e viver em “paz”, dentro dos padrões de moral que sua cultura grossamente dogmática os apresenta já quando “assistem” suas primeiras ondas de luz (que nada os ilumina), o próximo passo fica por conta da rede de informações (que muitas vezes é totalmente induzida) chamada Mídia, tendo como principal função a de globalizar esses padrões, estuprando a naturalidade desses organismos que praticamente não vivem mais para si. A mídia lança o “padrão do momento” e lá vão eles mimetizar por sobrevivência, usando de sua moral como um tipo de suplemento que lhes dão uma “superioridade” contra seus diferentes, principal arma para apontar aos outros e dizer “eu que estou certo aqui, eu sigo da maneira certa e você não, portanto estás errado”. A quem eles direcionam essas injurias? Simples, aos que diferentemente deles conseguiram provar do dionisíaco sabor que tem a liberdade, aqueles que deixam de lado o mimetismo para viverem donos de seu eu dentro desta guerra por sobrevivência que é a vida, libertos de correntes que os prendam ou imagens a serem alcançadas, aos que no meio do caminho adentraram a densa selva desconhecida que beirava aquela mesma estrada que lhes foi imposta ao nascer. E justamente esses seres, julgados “errados” são os que dão real significado ao termo VIVER.

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