sábado, 23 de abril de 2016

Aphorismus (sobre o fluxo das relações)

Como um rio em seu fluxo imparcial, segue o pendulo instável entre a dor e o fastio, enquanto as águas em sua busca incessante por novos caminhos a trilhar em um mundo cinza, clamam pelo rubro da vida encontrado nas margens de tudo aquilo com que se possa interagir e viver; amontoam-se em oposição,como rochas,outros cuja autoridade em si não lhes consagrou ser movimento.Petrificam-se vontades e emoções bastardas,pedra sob pedra.Revela-se em esplendor, o caos e a doce instabilidade entre a beleza do ser e a suscetibilidade à queda,uma vez que os mesmos se sentem sólidos,mas não possuem base que os sustentem.Então tornam-se frustração,objetos dispostos ao meio apenas,a morte do ser! Bem assim estão dispostas as relações que as pessoas constroem entre si,erguem-se pontes,moradas,refúgios... Mas onde foram levantados os alicerces das mesmas? Quanto tempo resistirá à correnteza, esse amontoado de estruturas postas uma sobre a outra? é preciso maleabilidade, uma transmutação constante de nossas vontades para com a dos que nos cercam, saber que existe e respeitar, o fluxo natural destas águas vivenciais...Tem-se de se transformar em correnteza para que não nos mantenhamos rocha!

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