quarta-feira, 25 de julho de 2012

Aluno


     E esses sorrisos, porque ainda não os demos a liberdade? Para que possam existir radiantes em outros ares. Não vamos forçar pedra contra pedra, deixemos que eles brilhem como realmente querem brilhar, longe daqui talvez, não sei, mas que para mim eles se mostram acinzentados eu não posso negar. Já não vejo na boca que os produz, o reflexo dos olhos que os atiravam a mim. Distorcer-se tanto em pró de assisti-los talvez tenha me forçado a voltar ser o que era antes de por eles ser envenenado, tão doce mostrava-se o veneno que tocava meus lábios, eis o pior de todos os males, aquele que nós queremos para si, mesmo sabendo de suas incertezas e consequências (boas ou negativas). Creio que seja a hora da morte de mais uma estrela, a perda da luz de um astro que em uma explosão de corpos um dia nasceu, não seriam esses sorrisos privilegiados com a imortalidade, no fundo sabíamos, se até as estrelas perdem seu brilho o que esperar desse forçado abrir de boca e ranger de dentes estampado em nossa face?

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