E esses sorrisos,
porque ainda não os demos a liberdade? Para que possam existir radiantes em
outros ares. Não vamos forçar pedra contra pedra, deixemos que eles brilhem
como realmente querem brilhar, longe daqui talvez, não sei, mas que para mim
eles se mostram acinzentados eu não posso negar. Já não vejo na boca que os
produz, o reflexo dos olhos que os atiravam a mim. Distorcer-se tanto em pró de
assisti-los talvez tenha me forçado a voltar ser o que era antes de por eles
ser envenenado, tão doce mostrava-se o veneno que tocava meus lábios, eis o
pior de todos os males, aquele que nós queremos para si, mesmo sabendo de suas
incertezas e consequências (boas ou negativas). Creio que seja a hora da morte
de mais uma estrela, a perda da luz de um astro que em uma explosão de corpos
um dia nasceu, não seriam esses sorrisos privilegiados com a imortalidade, no
fundo sabíamos, se até as estrelas perdem seu brilho o que esperar desse
forçado abrir de boca e ranger de dentes estampado em nossa face?

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