domingo, 3 de fevereiro de 2013

Vida acadêmica



A vida? Nada mais é que uma árdua escola para a morte, por mais que tentemos lhe dar outros significados, baseados em explicações fortemente carregadas de interesses pessoais dos ditos "explicadores”, já dizia o outro: "Do nada nós viemos e para o nada nós iremos". A problemática em si está na dificuldade de aceitarmos que somos apenas mais um fruto hereditário do acaso, não houve motivos para estarmos aqui, não houve nenhum tipo de interesse místico, na verdade o interesse é algo que exalamos e emitimos dentro de nossa atmosfera, ele está presente dentro do que permitiu existir vida nestas vastas terras alagadas, o interesse instintivo que cada ser tem em sobreviver, da maior até a menor forma de vida. Seria afoiteza chamar esse interesse de "deus”? Vendo que o mesmo traz a vida como conseqüência de sua existência, sua vontade cega transforma o morfo do cosmos, apenas matéria disposta de formas diferentes no assim chamado universo. Então, este breve espaço de tempo que vivenciamos e tanto adoramos se faz presente em nos ensinar a novamente perceber o nada que ele é, primeiro aprendemos a o esquecer, e com certa noção errada do que é a vida, desfrutamos de tudo que é podre, fútil e imposto. Mas há um momento, meus amigos, em que oque aprendemos nos revela a verdadeira essência da vida, a morte. Deparamos-nos derrepente, sós,sem ideais ou atitudes que nos livre deste fardo inevitável, apenas o abraço com esse destino é certo, tudo mais que se foi dito se mostra impotente perante esta sentença dada sem julgamento.Eis o tão esperado momento da formatura,após tantos anos aprendendo a insignificância da vida com a grande e falsa significância das coisas vivenciais,me vejo aqui, formado e educado em meu viver, e pronto para exercer este necroso-trabalho...

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